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À vista do meu quarto

À vista do meu quarto

A promessa de não comprar amor

À vista do meu quarto, eu vou escrevendo promessas ao vento.

Promessas que o vento

As leve, e as guarde no tempo.

E que me dê o alento para terminar as promessas,

não fragmentos ou peças,

mas sensações e sentimentos.

 

Que eu nunca me esqueça

Amanhã,

Do que eu sinto agora.

 

E só prometo que se um dia vier a ser pai, então:
"posso não te dar nem metade, do que me foi dado a mim,

mas terás sempre um pai que gosta de ti,

que mostra que gosta de ti,

ao contrário de mim, que é ao contrário de ti,

pois foi-me dado um pai,

que não sei se gosta de mim.

Ou se alguma vez gostou".

Que eu nunca me esqueça

Amanhã,

Desta promessa escrita ao vento, e que guardada no tempo

Voou.

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